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BibliON: curadoria de setembro propõe reflexões sobre ciclos, transformação e esperança

setembro de 2026
Foto: SP Leituras/Divulgação

A chegada da primavera marca um período de renovação das paisagens e dos ciclos da natureza. Inspirada nesse movimento, a curadoria de setembro da BibliON apresenta o tema “Estações do Fluxo: Ciclos, Renovação e o Amanhã”, reunindo três obras que convidam a refletir sobre transformação, passagem do tempo, esperança e novos caminhos.

Assim como a água percorre diferentes trajetórias, evapora e retorna para alimentar novos ciclos, a vida pessoal e profissional também é atravessada por mudanças, aprendizados e recomeços. A seleção deste mês reúne A metamorfose, de Franz Kafka; A esperança a gente planta, de Alexandre Coimbra; e A montanha mágica, de Thomas Mann.

Em A metamorfose, Franz Kafka apresenta uma das imagens mais marcantes da literatura: Gregor Samsa desperta certa manhã transformado em uma criatura monstruosa. A partir dessa situação absurda, o autor constrói uma narrativa sobre alienação, isolamento, adaptação e incerteza. Publicada originalmente em 1915, a obra continua a provocar diferentes interpretações sobre as relações humanas e os processos de transformação. 

A ideia de mudança ganha outro sentido em A esperança a gente planta, de Alexandre Coimbra. Na obra, a esperança deixa de ser apresentada apenas como um sentimento ou expectativa e passa a ser compreendida como uma prática construída coletivamente. Por meio de histórias, reflexões e diálogos com pensadores e artistas como Ailton Krenak, Paulo Freire e Milton Nascimento, o autor propõe uma esperança feita de ações, encontros e movimento.

Já em A montanha mágica, Thomas Mann acompanha Hans Castorp, jovem engenheiro alemão que chega a um sanatório nos Alpes suíços para uma visita de três semanas e acaba permanecendo ali durante sete anos. Nesse espaço isolado, o personagem entra em contato com diferentes ideias e modos de compreender o mundo, enquanto reflete sobre tempo, doença, morte, amor e existência. O sanatório se transforma também em um retrato simbólico das tensões culturais, políticas e espirituais da Europa às vésperas da Primeira Guerra Mundial.

Entre metamorfoses, esperanças cultivadas e longos períodos de transformação, as três obras exploram maneiras distintas de lidar com aquilo que muda — dentro de nós e ao nosso redor.

Acesse a BibliON, confira os títulos da curadoria de setembro e escolha sua próxima leitura.